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Bombeiros Municipais assinalaram 153 anos ao serviço da Figueira da Foz

2018 03 11 bombmun

Os 153 anos do Corpo de Bombeiros Municipais da Figueira da Foz (CBMFF) foram comemorados no dia 11 de março de 2018, domingo, com uma sessão solene evocativa do aniversário da corporação, no Quartel dos Bombeiros Municipais.

A cerimónia, presidida pelo edil João Ataíde e partilhada com bombeiros, no ativo e na reforma, familiares dos soldados da paz e representantes de diversas entidades, nomeadamente as que integram o sistema de Proteção Civil, abriu com a condecoração de três bombeiros: Pedro Miguel Rainho Alves Carvalho e Miguel Ângelo Coutinho Jesus, bombeiros de 2.ª, com a Medalha Assiduidade Grau Ouro, por 20 anos de serviço; e Tiago José Simões da Silva, bombeiro de 3.ª, com a Medalha Assiduidade Grau Ouro, por 15 anos de serviço. As condecorações foram impostas, respetivamente, pelos presidentes da Assembleia e Câmara Municipal, José Duarte e João Ataíde, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, José Tavares. Seguiu-se a bênção, pelo Cónego João Veríssimo, das duas novas viaturas adquiridas pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, um veículo florestal de combate a incêndios e um veículo de apoio com autotanque.

O primeiro discurso oficial da manhã coube ao Comandante da corporação municipal, Nuno Osório, que começou por recordar o dia 15 de outubro de 2017. «Foi um dia mau para o Concelho e para o País», afirmou, sublinhando, no entanto, a prontidão das respostas, no terreno, aos incêndios que, na Figueira da Foz, deflagraram quase em simultâneo nas localidades da Cova da Serpe e do Paião. «Zero mortos, zero habitações ardidas, zero feridos», resumiu. «Não desistiremos nunca de honrar a nossa missão de proteção e socorro, e os figueirenses sabem que contam sempre connosco», disse. Afirmando que a corporação «não abdica da sua condição de corpo profissional» e solicitando ao presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, presente na cerimónia, que pugne pelo estatuto da carreira dos bombeiros profissionais, uma ambição «justa», considerou, a que deve juntar-se, defendeu «todas as habilitações e equipamentos necessários a que cada um destes homens e mulheres possa dar, sempre, o seu melhor».

Nuno Osório reconheceu o empenho do executivo municipal na dotação da corporação de melhores condições e meios de trabalho, lembrando que está em curso a renovação da frota automóvel e a aquisição de novos equipamentos de proteção individual.

Ao Comandante Distrital de Operações de Socorro de Coimbra, Carlos Luís Tavares, em representação da Autoridade Nacional de Proteção Civil, coube felicitar o corpo municipal de bombeiros pelos seus 153 anos, dedicando uma palavra de agradecimento ao Presidente da Câmara, «pela forma exemplar como gere este corpo de bombeiros, sabendo que investir nos bombeiros, municipais e voluntários, é investir na saúde e bem-estar social de todos os figueirenses». Carlos Luís Tavares lembrou também o dia 15 de outubro de 2017 para sublinhar que a Proteção Civil «tudo fez para minimizar a dor de todos os portugueses».

Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, usou da palavra para lembrar a multiplicidade de perigos a que um concelho «com indústria, serra, mar e estradas» está exposto, elogiando a existência de bombeiros que asseguram «aos autarcas e à população, que podem dormir descansados». Marta Soares congratulou-se ainda pelo apoio camarário às corporações municipal e de voluntários, «para o exercício das suas missões», enfatizando que «todos são bombeiros». O responsável da Liga dos Bombeiros Portugueses assegurou ainda que manterá, junto da tutela, a luta pela definição do regime jurídico dos bombeiros portugueses, uma questão «de justiça, urgente, e que deve merecer a atenção de qualquer Governo».

A encerrar a sessão, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, recordou a História da corporação, cujas origens remontam a uma iniciativa saída da sociedade civil, a da coleta para a constituição do Serviço de Bomba de incêndios, iniciada em 1863 e que se formalizaria em 1865. Do presente, o autarca destacou os investimentos na frota e nos equipamentos de proteção individual dos bombeiros municipais e, relativamente aos voluntários, o apoio para o quartel no Sul do Concelho, na freguesia do Paião. «Assistimos a uma evolução muito sensível da Proteção Civil, que hoje faz parte, até por força das alterações climáticas, da agenda política de qualquer Governo», sublinhou, lembrando que, só na última semana, questões como a limpeza das faixas de segurança florestal e a erosão costeira mereceram ampla dedicação do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros. «Apostamos na profissionalização, reconhecendo que o voluntariado é sempre bem-vindo, porque este é, sabemo-lo bem, um problema de futuro», concluiu o edil, dedicando as últimas palavras a felicitar os homens e mulheres que, ao longo dos anos, deram corpo e alma à protecção e socorro no Concelho.

O aniversário do CBMFF terminou com um Porto de Honra e os tradicionais «Parabéns a Você» cantados à corporação.

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