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Dia Municipal para a Igualdade assinalado com tertúlia, teatro e fotografia

2017 10 24 igualdade

O Município da Figueira da Foz instituiu o dia 24 de Outubro como o Dia Municipal para a Igualdade, assumindo o seu compromisso no combate aos estereótipos de género e à implementação de uma verdadeira política de igualdade.

Neste âmbito, a Divisão de Educação e Assuntos Sociais da Autarquia estruturou um conjunto de atividades, entre os dias 23 e 28 de outubro, sob o mote nacional “Igualdade é Desenvolvimento”, assinalando-se desta forma a Semana da Igualdade, mobilizando os vários agentes locais e consciencializando a população em geral para a igualdade, cidadania e não discriminação.

Uma tertúlia, excertos de peças teatrais e uma exposição fotográfica foram algumas das principais atividades, abertas à população em geral. Assim, na Sala Multiusos do Edifício Paço de Tavarede, de 24 de outubro a 10 de novembro, e posteriormente, de 14 a 30 de novembro, na Biblioteca Municipal, está patente a exposição fotográfica “Igualdade é Desenvolvimento”, com imagens captadas pelas lentes de fotógrafos amadores interessados pelo tema.

Também a 24 de outubro mas à noite, a Sala Multiusos do Edifício Paço de Tavarede foi pequena para quantos quiseram participar na Tertúlia: “Igualdade de Género e Participação Política”, que contou com a presença de convidadas com trabalho relevante nas áreas da igualdade, cidadania activa e participação política: Ariana Correia, do Programa Unigualdade e Uni+, Catarina Louro, da Mulher Séc. XXI - Associação de Desenvolvimento e Apoio às Mulheres, e Maria de Lurdes Palaio, conselheira local para a Igualdade. A conversa, participada por dezenas de pessoas, foi moderada pelo antigo vereador do pelouro da Ação Social, António Tavares, tendo contado com a presença do novo detentor do cargo, o vereador Nuno Gonçalves: «Pugnamos por uma verdadeira política de igualdade, pelo seu valor intrínseco e pelo seu valor enquanto motor do desenvolvimento em sentido amplo», disse, na abertura do evento, o autarca.

A noite - em que se falou dos obstáculos que falta derrubar para assegurar que mulheres e homens tenham as mesmas condições de acesso efetivo à participação cívica e à vida política, se discutiu a bondade do sistema de quotas e não se evitou o debate sobre as dificuldades ainda associadas à condição feminina, como a preponderância das mulheres entre as vítimas de violência doméstica, as desigualdades salariais ou a menor presença em cargos de chefia no setor privado e na política local ou nacional, entre muitos outros temas - foi culturalmente enquadrada pela interpretação de um excerto da peça «Sérgio, um rapaz da Figueira», adaptada da obra «O Atrevido», de Redondo Júnior, pelo Páteo das Galinhas - Grupo Experimental de Teatro da Figueira da Foz, e da encenação do «Auto de Mofina Mendes», de Gil Vicente, e ainda da peça de Lídia Jorge, «A maçon», sobre a ativista Adelaide Cabete, levada a cabo pelo grupo cultural “Mulheres de Tavarede”.

Ao longo da noite, para além do diagnóstico de uma realidade em que a Igualdade ainda é uma meta, abordaram-se propostas de soluções e caminhos a trilhar para a atingir. «Todos aqui querem chegar ao ponto em que iniciativas destas não sejam necessárias mas, por ora, são», resumiu Ariana Correia.
Recorde-se que o Município da Figueira da Foz tem em curso a implementação de um Plano Municipal para a Igualdade, que já mereceu o reconhecimento da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, entidade que atribuiu ao Concelho uma menção honrosa no âmbito da edição de 2016 do Prémio “Viver em Igualdade”. Esta distinção distingue os municípios que implementam políticas que visam mitigar as desigualdades ainda verificadas na sociedade atual.

 

 2017/10/27

 

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