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«O Feio está à minha espera para fazermos uma tournée noutro sítio»

2017 02 16 museu pedro

Vivo e bem vivo, e com o sentido de humor apurado, José Pedro Gomes atraiu mais de 150 pessoas à segunda sessão do ciclo «Museu Fora D’Horas», no passado dia 16 de fevereiro de 2017, conduzida pelo vereador e vice-presidente do Município da Figueira da Foz, António Tavares, e por Nuno Furet, da Azzimute Zero- Aventuras e Rumos 4x4.

Na Sala de Arqueologia do Museu Municipal Santos Rocha o ator que se tornou conhecido do grande público com a “Conversa da treta”, com o já falecido António Feio, partilhou episódios e ‘segredos’ da sua longa carreira, sempre num registo bem-disposto. «Não é possível improvisar com um texto de Shakespeare», explicou. Já no estilo humorístico em que se celebrizou, «podemos ir testando o que funciona melhor», prosseguiu. «O que aprendi, sobretudo com a tournée da ‘Conversa da Treta’, é que comédia é ritmo mas não necessariamente rapidez. É que um texto pode ser interpretado de forma dramática ou cómica e ter exatamente as mesmas palavras», disse. «Não me vejo como humorista, porque esses são os que escrevem as piadas… sou um ator», resumiu, sem se escusar a exemplificar como criou personagens como o ‘pintas’ português Zezé, que contracenava com o ingénuo Tóni, interpretado por António Feio.

E saudades de António Feio, tem?, perguntaram da plateia. «Não, para mim é um assunto bem resolvido. Gostava, ou melhor, gosto muito dele, e tenho a certeza de que ele está à minha espera para fazermos uma tournée noutro sítio...», brincou. «Essa coisa das saudades… não percebo bem. Um jornalista pergunta-me ‘O António Feio morreu há um mês, o que é que pensa disso?’ Ora, o que devo pensar? Que morreu há um mês, não é? Não
há nada a fazer. Claro que penso muito nele, passávamos mais tempo um com o outro do que com as nossas mulheres»,  admitiu.

Sobre o estado das Artes em Portugal e questionado pela plateia, José Pedro Gomes defendeu que a arte, para ser sustentável, tem de ir ao encontro do público. Avesso a subsídios para espetáculos que assumam essa missão, o ator defendeu ainda que é fundamental que o acesso à arte seja pago por quem pode. «Para nós, atores, é completamente diferente a relação que se estabelece com um público que pagou para nos ver e outro que, por exemplo por decisão de uma autarquia, entra de graça. As pessoas têm de se habituar a que o normal seja pagar pela Cultura», desabafou.

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