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Não podemos baixar os braços nem descurar a educação ambiental» defendeu Luísa Schmidt no Museu Municipal Santos Rocha

2017 02 17 smith

A Sala de Exposições Temporárias 2 do Museu Municipal Santos Rocha recebeu, a 17 de fevereiro de 2017, a apresentação do livro “Portugal: Ambientes de Mudança”, de Luísa Schmidt, um livro que reúne 25 anos de crónicas publicadas pela socióloga, investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Neste encontro para ‘pensar o Ambiente’, a apresentação da obra e a conversa com a plateia, conduzida pela Vereadora do Município da Figueira da Foz, Ana Carvalho, contou com as presenças do Dr. José Manuel Alho, da Fundação Inatel, licenciado em Biologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC) e especialista em Ciências do Ambiente; e do prof  Doutor Jorge Paiva, licenciado em Ciências Biológicas pela UC e doutorado em Biologia pelo Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha), investigador principal (aposentado) no Departamento de Botânica da UC.

«Este é um livro que aborda diversos temas ambientais, de uma forma clara, percetível, irreverente e muito agradável de ler», afirmou Ana Carvalho. Para Jorge Paiva, o livro destaca-se sobretudo pela sua organização em capítulos que permitem perceber «o que se ganhou, como estamos e o que se perdeu» com as políticas ambientais das últimas duas décadas e meia.

«Hoje falamos mais de sustentabilidade e de desenvolvimento sustentável do que de Ambiente porque percebemos a transdisciplinaridade envolvida», defendeu José Alho, a quem coube traçar a evolução deste setor de conhecimento. «Quando falamos de ambiente também temos de falar de migrações, de pobreza, de educação. Está tudo ligado», sustentou. «Hoje há uma cidadania ambiental, há movimentos cívicos que todos os dias se manifestam pela defesa na natureza», admitiu Luísa Schmidt. Paradoxalmente, fez notar Jorge Paiva, a educação ambiental ainda não consta dos currículos escolares como matéria obrigatória, e os «milhares de latas nas ruas e as centenas de carrinhos de supermercados que os estudantes de Coimbra lançam ao rio na Queima das Fitas» atestam, para o professor, o longo caminho que há pela frente em termos de civismo e consciência ambiental. «Temos três patrimónios essenciais: o biológico, o cultural e o material. Privilegiamos o último, cuidamos do segundo e ignoramos o primeiro… o problema é que conheço muita gente inculta que sobrevive, agora se perdermos o nosso património biológico… nada feito», sustentou o mesmo especialista, defendendo que os temas ambientais tenham mais visibilidade mediática. «Em Portugal, talvez por ainda termos memória de uma grande ruralidade, não há noção da importância da biodiversidade e isso atrasa o país», concordou Luísa Schmidt. «Achamos que tudo o que é natural se protege sozinho. A esperança, julgo, está na escala local, porque é aí que o problema pode ser sentido de forma mais direta e já há autarcas com grande sensibilidade para estes temas», defendeu a autora. «Não podemos baixar os braços nem descurar a educação ambiental», concluiu Luísa Schimdt.

 

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