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Eng.º Silva

 

pdf Regulamento Geral dos Mercados Municipais
Entrou em vigor no 19 de agosto de 2016

 

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pdf Relatório de Atividades de 2016 

pdf Relatório de Atividades de 2015 

pdf Relatório de Atividades de 2014 

pdf Relatório de Atividades de 2013 

 

A localização da Figueira da Foz e o carácter vincadamente piscatório das actividades comerciais desenvolvidas no seu porto, impulsionaram, no contexto de reformulação da zona ribeirinha nomeadamente no Porto e na Barra, a construção de uma nova área urbana na cidade, o Bairro Novo, no decorrer do Séc. XIX. 

Na época, o grande impulsionador da dinamização da cidade foi Francisco Maria Pereira da Silva, engenheiro que elaborou a carta hidrográfica do porto, para as obras de desassoreamento da barra, impulsionando a actividade portuária. Fundou a Companhia Edificadora Figueirense em 1861, com o objectivo da construção de uma nova área urbana, o Bairro Novo de Santa Catarina, fazendo frente à crescente procura de habitação por banhistas e rivalizando com a Praça 8 de Maio como centro cosmopolita da Figueira. 

O edifício do Mercado inaugurado, há 122 anos, constitui até aos dias de hoje, um importante símbolo sócio-cultural e comercial do Concelho e um espaço de referência no quotidiano da cidade da Figueira da Foz, que ao longo dos anos se tornou um dos ex-libris desta cidade marítima. O término da construção do edifício culminou com a sua inauguração a 24 de Junho de 1892, dia de São João, Padroeiro da cidade.

 

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Ponto de encontro de culturas e de visitas assíduas dos forasteiros, marinheiros e turistas, é hoje o elo de ligação ao mar através do tradicional mercado do peixe que induz fluxos de visitantes, atraídos pelo colorido visual e cultural, tornando-se local obrigatório no Touring Turístico da cidade e da região.

O edifício possui linhas arquitectónicas da chamada “arquitectura de ferro”, da qual a Torre Eiffel em Paris é o exemplo mais emblemático. Esta corrente arquitectónica, proliferou em todo o território nacional e internacional entre a segunda metade do Séc. XIX e início do Séc. XX. 

No Mercado Municipal Engenheiro Silva, as referidas características, estão patentes na estrutura da cobertura do núcleo central, em ferro, e nos suportes da pala de protecção que o mercado apresenta em todas as fachadas que confrontam com a via pública. 

A sua organização espacial numa área de cerca de 4.800m² possui um conjunto de três frentes libertas que correspondem a três alçados que confrontam directamente com a via pública.

O Mercado foi alvo de várias intervenções, ao longo de mais de um século de existência, tendo preservado a traça original. 

Em Junho de 2013, foi concluída uma requalificação profunda, um projecto arrojado que manteve intacta a estrutura de ferro, o sistema de cobertura e a iluminação zenital que sempre o caracterizaram, aumentando o n.º de áreas comerciais não desvirtuando o espírito do mercado tradicional. O edifício é constituído por três pisos, um piso enterrado e dois pisos acima da cota de soleira. No piso térreo além de 20 lojas exteriores e 4 interiores, desenvolve-se a actividade comercial do mercado tradicional, com 365 tabuleiros de frutas, hortícolas, e flores, 32 bancas de peixe e 45 módulos. No piso superior, após as obras de requalificação surgiram 7 novas lojas. O projecto global de intervenção no Mercado Municipal da Figueira da Foz, teve por objectivo a recuperação do edifício, dotando-o de infra-estruturas necessárias à sua modernização, revitalização, dinamização e requalificação da actividade dos operadores retalhistas de produtos alimentares, para captação de novos operadores com outros tipos de comércio, produtos e serviços. 

 

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A intervenção no “novo” Mercado Municipal da Figueira da Foz, cuja reabertura ocorreu no dia 24/06/2013, visou:

  • Dotar o Mercado requalificado de condições estruturais, comerciais e funcionais adequadas às novas exigências dos consumidores;
  • Promover a atractividade e dinâmica comercial do mercado de forma a enquadrá-lo no tecido urbano e comercial existente sendo, ele próprio, factor de revitalização comercial e urbanístico da envolvente;
  • Rentabilizar todo o espaço disponível no edifício, através de actividades diversificadas que contribuam para a dinamização do Mercado Municipal enquanto ponto de referência cultural e de animação da cidade;
  • Utilizar o novo espaço para a dinamização e a promoção turística da Figueira da Foz, através da divulgação do seu artesanato e das suas especificidades socioculturais.
  • A maximização das potencialidades comerciais do Mercado Municipal, introduzindo actividades âncora, novos produtos e serviços que diversifiquem, diferenciem, acrescentem valor e contribuam decisivamente para o equilíbrio económico do Mercado, possibilitando a sua sustentabilidade financeira.
  • A modernização e redimensionamento dos espaços comerciais, desenvolvendo soluções ao nível da arquitectura, design e merchandising.
  • A criação de um espaço de dinamização cultural e turística, através da promoção das artes, da cultura e do turismo da região, criando uma centralidade que se configure como um pólo agregador e de desenvolvimento do Bairro Novo.


Pretende-se que o Mercado seja um centro dinamizador e atractivo para quem o visita, o que aliado ao crescimento da cidade e à modificação dos hábitos dos consumidores e dos circuitos e processos de comercialização e de distribuição de produtos agro-alimentares, permite enquadrá-lo de forma harmoniosa no actual tecido urbano e comercial da cidade da Figueira da Foz. Para além das actividades tradicionais de Mercado de frescos, o espaço remodelado potencia outras actividades em virtude da interligação que possui com a frente ribeirinha e o seu interland marítimo, atraindo os visitantes que utilizam o Porto de Recreio, oferecendo e promovendo as tradições desta vasta região ligada ao mar que a tornam impar no contexto nacional.

Tratando-se de um edifício classificado como Património Municipal, a ultima intervenção arquitectónica foi cuidadosamente avaliada para que não se desvirtuasse a edificação existente e simultaneamente se implementasse um sentido de modernidade na vivência dos espaços, dando  um forte contributo quer para a requalificação urbana, quer para a generalização e melhoria das condições de acesso dos munícipes aos serviços prestados, dando resposta aos objectivos propostos, que enquadraram o investimento de cerca de 3,8 milhões de euros, em parte financiados pelo Turismo de Portugal e também pelo Programa Operacional Regional do Centro – Mais Centro, nomeadamente:

  • Qualificação e melhoria da funcionalidade das instalações, bem como dos serviços prestados;
  • A introdução de novas valências no piso superior o que permite desenvolver o sector de serviços que serve de âncora para novos fluxos. A título de exemplo destacam-se as exposições e actividades lúdicas realizadas neste espaço, bem como a inauguração, durante o mês de Outubro de 2014, da loja “Espaço do Cidadão” e em breve a instalação da empresa municipal Figueira Parques;
  • O incremento da oferta a todos os estratos a população, a melhoria das condições de acesso, nomeadamente para a população com deficiência, permitindo uma maior aproximação aos munícipes em geral;
  • Práticas de abertura à comunidade do equipamento e valências criados e maior abrangência de públicos;
  • Recriação de ambiente de compras tradicional, construindo uma imagem atractiva e de qualidade do conjunto, permitindo explorar o potencial turístico.

 

O projecto de reabilitação do mercado visou dotá-lo também de melhores condições ambientais, energéticas e higiénicas, desde a concepção de novas estruturas metálicas aliadas a coberturas translúcidas, proporcionando a ampliação da área comercial do edifício, com o aumento do número de espaços comerciais, e melhoramento dos espaços existentes, de forma a dotar a cidade de uma infra-estrutura que coabite com a tradição e a modernidade, cumprindo as condições estruturais e funcionais adequadas ao exercício da actividade retalhista e comercial atractivas, funcionais e dinâmicas, que promovam a qualidade e a segurança alimentar e que respeitam as especificidades de cada sector de actividade. 

O Mercado Municipal constitui um importante instrumento de dinamização da economia local, assegurando a sobrevivência de um determinado tipo de organização de produção, de natureza familiar, a qual até hoje constitui uma importante fonte de rendimentos de muitas famílias. Estando integrado na malha mais antiga, a dinamização deste equipamento reforça e potencia as políticas de revitalização do espaço urbano, contrariando a tendência de abandono e decadência que se tem verificado ao longo dos anos. Importa referir que a dinamização do Mercado dá por si só, um importante contributo para a revitalização do comércio tradicional localizado na sua área circundante, uma vez que constitui um importante factor de atracção não só de consumidores locais, mas também como pólo de atracão de visitantes e turistas que procuram neste tipo de local, a originalidade de um ambiente e de um serviço que reflecte, como poucos espaços, a individualidade de uma terra. 

Neste sentido, a intervenção efectuada teve por objectivo converter o Mercado numa unidade comercial retalhista, dotando-o de uma gestão e organização capaz de responder aos actuais desafios colocados aos operadores, e às exigências de comodidade, de qualidade e segurança alimentar dos consumidores, através da renovação, requalificação e redimensionamento da actividade comercial e da estrutura onde esta decorre. Este projecto teve ainda repercussões directas ao nível da promoção do ordenamento urbano, e do desenvolvimento socioeconómico da cidade. A intervenção permitiu melhores condições físicas para a actividade tradicional retalhista, fonte de dinamização de toda a malha urbana denominada Bairro Novo. 

A criação de uma nova imagem do Mercado, mais versátil e inovadora, facilita as condições de acesso e em simultâneo proporciona ao visitante, frequente ou ocasional, um espaço mais agradável e atractivo. “Mercado Vive” é o mote que a CMFF pretende para a implementação de toda uma dinâmica associada a este equipamento, cujo objectivo será fazer parte do merchandising a utilizar pelos concessionários e pela própria Câmara Municipal, de modo a que o Mercado Municipal seja um pólo de atracção também ele potenciador da quebra de sazonalidade associada a destinos Sol e Mar, pelo facto de estar sempre a acontecer algo novo e diferente com actividades diversificadas, dirigidas a públicos alvo também eles diversos, nomeadamente exposições, mostras de gastronomia (showcooking), apoio a eventos e acções no âmbito da saúde, do ambiente, entre outros. No verão de 2014, esta estratégia foi complementada com a apresentação de uma nova valência, uma bicicleta que para além de ter um intuito publicitário e de divulgação do Mercado, é um meio de transporte “amigo do ambiente”, que proporciona a entrega de compras ao domicílio dentro da cidade.

No âmbito da aprovação de uma candidatura do Mercado ao PROMAR, já foi adquirido mobiliário e equipamento para montagem de cozinha para showcooking e serão colocados à disposição dos utilizadores desta infra-estrutura comercial, carros de compras, equivalentes aos de um supermercado, para que os clientes possam efectuar as suas compras comodamente, será efectuada a montagem de equipamento áudio-visual dotando o espaço com condições ideias para que possam ser efectuados eventos e acções de qualidade, implementando a vertente cultural e apostando na criação de um novo pólo de interesse para a faixa etária mais jovem, com a disponibilização de espaços de convívio e de estudo com acesso a rede WI-FI criando o hábito de frequência deste espaço privilegiado da cidade.

Desde a sua reabertura, em 24 de Junho de 2013, o Mercado Municipal Engenheiro Silva tem sido palco de inúmeras actividades dinamizadoras e que em muito contribuíram para o acolhimento de diversos públicos com faixas etárias muito distintas.

Pretende-se apostar ainda mais na divulgação desta infra-estrutura, organizando eventos e actividades que irão prestigiar o Mercado Municipal, implementando uma estratégia de modernização num equipamento dito tradicional, criando, através da sua reorganização condições para aumentar a sua atractividade quer do ponto de vista de operador comercial tradicional, quer do ponto de vista turístico, podendo ser considerado dos melhores equipamentos da zona centro.

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